Ê, mundo grande sem porteiras…

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Hoje estava a pensar no quão difícil é saber que se pode viver um, e apenas um, estilo de vida, mas saber que existem vários para se viver, cada um tão atraente quando o outro.

Explico: imagine fazer um voto de pobreza, e viver a caminhar por aí, sem compromisso, sem amarras, sem nada. Lembro-me que um professor uma vez me disse à turma que queria fazer isso, e a idéia me pareceu estranha, mas hoje faz todo o sentido. Mas também penso que seria muito legal ser capaz de construir muita coisa com o trabalho, e fazer coisas que durem mais do que a própria vida, coisas que transformem a vida de muita gente.

Seria legal viver em um canto sossegado, mas também seria enriquecedor viver 6 meses em cada lugar, e viver tudo o que há por aí para se viver.

Seria bom passar a vida aprendendo a tocar violino, ou a tirar boas fotografias. Alguém sem talento como eu precisaria mais que uma vida pra isso (e, no caso da fotografia, olhos um bocadinho melhores). Ou poder passar a vida sem ter que aprender nada – que a vida é curta mesmo.

Sei que não existe um jeito ideal de se viver. Mas o que mata é existirem tantos, em uma vida que acaba logo ali.

2 Comments

  1. Por acaso encontrei seu blog passei aqui só para dizer que seu texto é bem legal.
    Professores ensinam o que só vamos dar valor e sentido bem mais tarde.
    Acredito que as pessoas demoram a fazer conexões entre o que aprendem e o que sentem
    Valeu um abraço
    Magda
    ps,as fotos da praia são lindas me fez lembrar da linha verde

  2. Oi Magda! Obrigado por suas gentis palavras!
    E tenho que concordar com você sobre a conexão entre o aprender e o sentir – muito bem dito!
    Um abraço! E essas fotos ao lado – antiguinhas, por sinal – são de Serra Grande, penso eu!

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